Ética, ora a ética!

Postado em Atualizado em

rodin

Por Mauricio Vlamir Ferreira.

Num país onde a liberação do porte de armas a crianças e adolescentes é defendido pelos governantes.

Num país onde o turismo sexual é divulgado aos quatros cantos pelo presidente da república.

Num país onde a Assistência Social é substituída pela (In)Segurança Pública, matando civis inocentes.

Num país onde milhares de família serão excluídas do incentivo a agricultura familiar.

Num país onde milhares de famílias em muito breve voltarão a situação de miséria, decorrente da falta de uma política de empregos.

Num país, onde a reforma da previdência vai deixar na miséria milhares de aposentados e outros tantos milhões de trabalhadores não terão o direito de se aposentar.

Alguns profissionais, da Assistência Social, vem questionando a postura ética sobre a “ideologização” das Políticas Sociais.

Ora, se não há a defesa das políticas básicas de Proteção Social, seja na Assistência Social, Saúde, Educação, ou qualquer outra política que defenda o direito humano, quebra-se a primeira conduta do Assistente Social, atropelada pelos conceitos neoliberais de exploração e do capitalismo predatório: a ética!

Quando todos chegarmos neste nível conceitual, se um dia isso acontecer com todos nós, então podemos rasgar nossos diplomas, pois falhamos na teoria, na prática, na ética e no caráter!

*Mauricio Vlamir Ferreira é Assistente Social, Especialista em Serviço Social e Educador.

Se você quiser fazer comentários e deixar sugestões sobre este artigo, basta clicar no título acima e acessar o espaço reservado no final do post.

O blog Contraponto Social agradece a sua visita! 😉

Anúncios

Reaprendendo em 3, 2, 1…

Postado em Atualizado em

022

Por Mauricio Vlamir Ferreira. 

O campo do conhecimento sempre foi dado de forma universal.

Expandir o conhecimento sempre foi motivo de desenvolvimento e orgulho para um país.

Agora a roda começa a girar ao contrário.

O desestímulo pelo governo para o estudo de humanas, no caso a Sociologia e a Filosofia mostra o caminho contrário ao desenvolvimento de grandes potências econômicas e científicas mundiais.

Negar um patrono do saber, como o atual governo recusa os ensinamentos do referido Mestre Paulo Freire, é sintoma da loucura do fascismo ideológico que está imposto em uma sociedade cada vez mais doente.

E porque está doente a sociedade?

Porque ela assiste aos fatos como que assiste um jogo de tênis.

Silenciosa e sem reação nas jogadas.

A sociedade não sabe (ainda), ou sabe mas se faz de desentendida, das consequências que sua cegueira, sua surdez e sua rouquidão farão em estrago nas próximas décadas.

O remédio?

É simples, barato, mas requer disposição: educação e consciência!

Vamos deixar aqui, uma dica preciosa para quem quiser recomeçar em 3, 2, 1: a coleção Primeiros Passos.

Com ela é possível começar a entender as engrenagens sobre política, sociologia, sindicalismo, entre outros temas importantes e tão combatidos por este governo nefasto atual.

A sociedade só recomeça se você tentar recomeçar!

Vamos deixar aqui o link, abaixo:

Coleção Primeiros Passos | 46 livros para baixar (PDF)

Fonte:

http://www.netmundi.org

*Mauricio Vlamir Ferreira é Assistente Social, Especialista em Serviço Social e Educador.

Se você quiser fazer comentários e deixar sugestões sobre este artigo, basta clicar no título acima e acessar o espaço reservado no final do post.

O blog Contraponto Social agradece a sua visita! 😉

Cuidado: seus direitos vão acabar!

Postado em Atualizado em

mobilizaÇÃO

Por Mauricio Vlamir Ferreira.

O tom alarmista do título acima, chegou para ficar!

E é um alerta real.

O decreto assinado em 11 de abril de 2019, pelo presidente Jair Bolsonaro que extingue órgãos colegiados da administração federal pode acabar com até 30 conselhos e comissões de participação e controle social em áreas como erradicação do trabalho escravo e pessoa com deficiência. Além disso, a medida pode afetar outras dezenas de colegiados criados por lei e que existem há décadas com o objetivo de garantir participação social em setores como economia, educação, saúde e direitos humanos.

O decreto assinado por Bolsonaro determina a extinção de todos colegiados que não tenham sido criados por lei específica, além daqueles que estão embasados em leis, mas cuja composição e objetivos tenham sido regulamentados por outros meios. Os ministérios têm até o dia 28 de maio para entregar à Casa Civil a lista dos conselhos e comissões que se encaixem no decreto presidencial, mas uma relação elaborada por integrantes destes conselhos enumera ao menos 20 colegiados que podem ser extintos.

Léo Pinho
Léo Pinho, do Conselho dos Direitos Humanos, classifica decreto como ‘autoritário’ Foto: QUEIROZ NETTO/VICE-GOVERNADORIA DO CE

A Casa Civil justificou a extinção dizendo que “a medida visa desburocratizar os níveis de decisão, garantindo que as políticas públicas tratadas por aquele colegiado continuem sendo decididas pelo órgão sem necessidade de decisão colegiada, que deixa o processo moroso”.

Alguns deles existem há mais de 20 anos como o Conade (pessoa com deficiência), criado em 1999. Para integrantes destes colegiados, as extinção do Conade contraria a agenda da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, de inclusão das pessoas com deficiência auditiva.

Ainda estão na mira do decreto presidencial o CNCD/LGBT (diversidade sexual), CNDI (idosos), CTPCC (transparência e combate à corrupção), Conad (política sobre drogas), Conatrae (trabalho escravo), CNPI (política indigenista), Conaeti (trabalho infantil) e o Comitê Gestor da Internet No Brasil (CGI.br), entre outros. Em fevereiro, o Estado mostrou que o governo havia paralisado e esvaziado comissões com participação da sociedade civil – pelo menos 11 conselhos, colegiados ou comissões foram afetados.

Em pronunciamento em rede social, na quinta-feira, 11, Bolsonaro falou na existência de até mil colegiados. Outros órgãos do governo estimam o número em 700. Segundo integrantes destes grupos, o cálculo inclui grupos de trabalho e comissões interministeriais. O número de conselhos de participação social, cujo objetivo é formular e fiscalizar políticas públicas, não passa de 50.

De acordo com a Casa Civil, “o objetivo do decreto é fazer com que os órgãos públicos revejam todos os seus colegiados”. Segundo o ministério, “serão automaticamente extintos os colegiados que não forem recriados segundo as novas regras que são mais rígidas”.

As regras determinam a redução do número de viagens, reuniões por videoconferências e limitação do número de integrantes. Segundo uma fonte do governo, as discussões concluíram que era preciso dar mais “racionalidade” ao processo.

Para representantes da sociedade civil, o decreto abre brecha para o governo recriar os colegiados alterando sua composição e, assim, garantindo o controle sobre deliberações. “Em alguns casos eles vão tentar mudar a composição para garantir o controle político. O Onyx(Lorenzoni, ministro da Casa Civil) sempre apresentou a posição de que a participação social é uma coisa que atrapalha o governo”, disse o presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos, Léo Pinho.

A medida provocou reações na oposição. O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, disse que vai ajuizar ação popular para sustar os efeitos do decreto. “Bolsonaro institucionaliza suas tendências autoritárias”, disse ele. O deputado Helder Salomão (PT-ES) apresentou projeto de decreto legislativo que anula o ato de Bolsonaro.

Em nota, a Transparência Brasil afirmou que, com a decisão, o governo “dá mostras de que pretende ser distante da sociedade civil, pouco transparente e com baixa capacidade de responsabilização”.

No Brasil, o atual governo extinguiu importantes conselhos sociais, como o Conselho da Pessoa com Deficiência

Numa sociedade cada vez mais voltadas a ações individuais, com movimentos em favor de privatização de diversos órgãos públicos e direitos conquistados num processo histórico de luta, mais do que nunca é importante conhecer nossos direitos.

E mais do que nossos direitos, é importante conhecer quais são e que atribuições desempenham os conselhos de direitos.

Então vamos lá:

Como órgãos de defesa dos direitos humanos e de promoção e controle das políticas sociais para assegurar direitos, os conselhos precisam ter atribuições claramente definidas para exercerem suas funções.

Estando investidos de autonomia e independência como representantes do Estado e da Sociedade, os seus membros têm como dever buscar informações sobre os poderes de que são investidos e das atribuições a serem desempenhadas no exercício de suas funções.

A falta de informação sobre suas atribuições pode levar os conselheiros à omissão ou mesmo a atuação aquém das necessidades demandadas pelo conselho, diante de circunstâncias locais específicas das comunidades que representam.

A maioria dos casos exige, dos conselheiros, segurança e maturidade em suas decisões.

Conhecer a legislação e o seu papel resulta, para os conselheiros, em mais segurança para lidar com situações adversas.

A promoção e a garantia dos direitos humanos nas comunidades depende do grau de comprometimento dos conselheiros associado ao conhecimento de suas atribuições como membro do conselho.

Em linhas gerais, podemos inferir que os conselhos de direitos e de promoção de políticas sociais têm ou deveriam ter, pelo menos, três atribuições para concretizar os princípios e dispositivos definidos na Constituição Federal.

São eles: deliberar políticas, controlar as ações e influir no orçamento, além do seu papel intrínseco de promoção e defesa dos direitos.

Os Conselhos Nacionais, Estaduais e Municipais dos Direitos, portanto, além das características e finalidades genéricas comentadas na aula passada, devem possuir atribuições específicas, criadas por leis, e diferenciadas de acordo com suas áreas de atuação.

Se analisarmos o exemplo do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), criado pela Lei Federal no. 8.242/91, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Federal no 8.069/90), tem por competência “elaborar as normas gerais da política nacional de atendimento dos direitos das crianças e adolescentes, fiscalizando as ações de execução, observadas as linhas de ação e as diretrizes estabelecidas nos artigos 87 e 88 ” zelar pela aplicação desta política, além de avaliar as políticas estaduais e municipais e avaliar e dar apoio à atuação dos conselhos estaduais e municipais, respeitando o princípio da descentralização das atividades de formulação, fiscalização e avaliação das políticas.

Compete também aos conselhos apoiar a promoção de campanhas educativas, indicando medidas a serem adotadas nos casos de violação dos direitos; acompanhar o reordenamento institucional necessário a partir da Lei no 8.069; e acompanhar a elaboração e a execução da proposta orçamentária da União, Estados e Municípios indicando modificações necessárias à consecução da política formulada para a promoção dos direitos.

No caso do conselho dos direitos da criança e do adolescente, compete-lhe também gerir o fundo instituído pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

Por último, elaborar o seu regimento interno, aprovando-o pelo prazo de, no mínimo, dois terços de seus membros, nele definindo a forma de indicação do seu Presidente.

Apesar da maioria dos conselhos convocarem conferências nacionais, estaduais e municipais, nem todos têm esta atribuição definida em legislação.

Um bom exemplo de definição de instâncias de deliberação das políticas é a Lei no 8.142/90 que cria o Conselho Nacional de Saúde e que estabelece formas de participação bem estruturada e prevê a ocorrência das Conferências de Saúde para avaliar a situação da saúde e propor diretrizes para a formulação da política de saúde.

Nesta lei, a existência dos conselhos e a realização das conferências se colocam como obrigatório como espaços de participação, deliberação e controle da política de saúde no âmbito federal, estadual e municipal. Assim, também, funciona nos Conselhos da Assistência Social.

No caso do Conselho dos Direitos do Idoso, previsto na Lei Federal n. 8.842/94, possui a atribuição de formular, de coordenar, de supervisionar e de avaliar a política nacional do idoso, no âmbito das respectivas instâncias nacionais, estaduais e municipais.

Atribuição peculiar aos conselhos de assistência social, os dos direitos da criança e do adolescente e os de saúde, é o financiamento de ações e dos programas com recursos de fundos especiais acarretando repasse de verbas, da União para Estados e Municípios e dos Estados para os Municípios, e destes últimos às organizações sociais de atendimento.

Cabe aos conselhos atuar na fiscalização dos gastos das verbas públicas destinadas à execução das políticas públicas e às entidades públicas governamentais ou não-governamentais que, eventualmente, sejam beneficiadas por verbas públicas dentro de planos de aplicação específicos.

Um ponto importante a ser observado, relacionado às atribuições dos conselhos e que requer uma necessária articulação entre eles, é o fato de conselhos intersetoriais possuírem atribuições comuns, e, por vezes, seus poderes deliberativos podem entrar em conflito, trazendo com conseqüência prejuízo ou sobreposição na execução das políticas formuladas.

É o caso, por exemplo, da política de atendimento à criança e ao adolescente dependente de drogas ou com deficiência, que fazem parte das atribuições dos conselhos de saúde, da criança e do adolescente, dos assuntos das pessoas com deficiência. Essa é uma situação nova a se enfrentar.

Tradicionalmente, a política foi estruturada de forma compartimentada, fragmentada, centralizada e hierárquica.

Este é mais enorme desafio que exige, em especial, o entendimento e a apropriação do princípio da incompletude institucional e da indivisibilidade dos direitos.

Por fim, analisando a legislação que prevê as atribuições dos Conselhos nacionais, estaduais e municipais, seja no âmbito dos estatutos que estabelecem os direitos, seja da legislação que cria ou regulamenta os conselhos, apenas para efeito didático e de ilustração, podemos encontrar os seguintes exemplos de atribuições conferidas aos conselhos nacionais, estaduais e municipais:

Deliberar sobre formulação de estratégia e controle da execução da política nacional;
Acompanhar a execução do plano nacional;

Estabelecer diretrizes para o funcionamento da política pública e manifestar-se a respeito;

Propor a convocação e organizar conferências nacionais, ordinariamente, e, extraordinariamente, quando o conselho assim deliberar;

Assessorar o órgão legislativo no diagnóstico dos problemas, opinar e acompanhar a elaboração de leis federais, estaduais e municipais;

Analisar e emitir parecer sobre questões relativas à aplicação da legislação correspondente;

Zelar pela efetiva implantação, implementação, defesa e promoção dos direitos da pessoa;

Receber e encaminhar aos órgãos competentes as petições, denúncias e reclamações formuladas por qualquer pessoa ou entidade, quando ocorrer ameaça ou violação de direitos, assegurados nas leis e na Constituição Federal, exigindo a adoção de medidas efetivas de proteção e reparação;

Criar comissões técnicas para discussão de temas específicos e apresentação de sugestões destinadas a subsidiar decisões das respectivas áreas;

Convocar e organizar a Conferências;

Propor políticas públicas, campanhas de sensibilização e de conscientização e/ou programas educativos, a serem desenvolvidos por órgãos estaduais e/ou em parceria com entidades da sociedade civil;

Articular-se com o outros Conselhos e órgãos colegiados afins;
Participar ativamente da elaboração da Lei Orçamentária do município;
Zelar para que o percentual de dotação orçamentária destinado à construção de uma
Política seja compatível com as reais necessidades de atendimento;

Controlar a execução das políticas, tomando providências administrativas quando municípios ou o estados não oferecerem os programas de atendimento necessários, acionando o Ministério Público caso as providências administrativas não funcionem;

Estabelecer normas, orientar e proceder ao registro das entidades governamentais e não-governamentais de atendimento em suas áreas de atuação, comunicando o registro ao Conselho Tutelar (quando houver) e/ou à autoridade judiciária;

Divulgar os direitos e os mecanismos de exigibilidade dos direitos;

Fiscalizar os programas desenvolvidos com os recursos do Fundo.

Vimos que algumas atribuições aqui elencadas não compõem o rol de funções de todos os conselhos.

Mas, em verdade, demonstram, de maneira generalizada, o poder e as possibilidades de atuação, e, que, fundamentalmente, por meio destas atividades, todos os conselhos de direitos e de promoção de políticas, em maior ou menor medida, têm papel importante não apenas na gestão de políticas públicas, mas também na sua formulação e no seu controle e avaliação.

Tudo o que foi colocado acima de nada tem importância sem a participação popular, uma vez que muitos conselhos não são devidamente divulgados pelos governos, que assim, acabam por manipular e colocar na constituição destes órgãos, em meras fachadas de aprovação de interesses que muitas vezes se voltam contra os próprios direitos da população.

Portanto, participe, lute, fiscalize.

Você tem todo o direito e não pode deixar esta luta acabar!

Fontes:

dhnet.org.br/

politica.estadao.com.br

*Mauricio Vlamir Ferreira é Assistente Social, Especialista em Serviço Social e Educador.

Se você quiser fazer comentários e deixar sugestões sobre este artigo, basta clicar no título acima e acessar o espaço reservado no final do post.

O blog Contraponto Social agradece a sua visita! 😉

No discurso de quem a classe trabalhadora cai, sobre o famoso BCP-LOAS?

Postado em Atualizado em

young-troubled-couple-confused-woman-260nw-1176037441
Por Alessandra F. de Souza 

“Se quisermos mudar o mundo, temos primeiro que inventar
um outro na nossa cabeça”. (Jorge Miklos, 2017)

Iniciar este diálogo sobre um vértice tão análogo entre direito social e direito
previdenciário parece-nos um discurso vazio e cheios de “mi-mi-mis” como se diz. Só que não!

Porque existe e insistimos em ficar num campo raso de discussão e teimamos em ir
pela contramão para tratar do assunto?

Existe um público que tem interesse em distorcer a discussão! Público este que em sua maioria não dependem da previdência pública para custear os últimos anos de sua vida. Outro ponto que quero trazer é que, a reforma e/ou reorganização da previdência como queiram denominar, vai mexer em benefício que não é da política da Previdência.

Iniciando nossa discussão, parto do princípio da Proteção Social, que é uma proteção dada a uma ou mais pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social, ou seja, é uma proteção dada ao indivíduo não importando classe, cor/raça, religião, gênero ou etnia, que esteja necessitando de assistência seja ela econômica, social, psicológica e/ou biológica, dentro de uma determinada sociedade possibilitando assim, seu desenvolvimento e/ou mantendo as condições mínimas para sua sobrevivência.

A Proteção Social está legitimada na Constituição Federal de 1988 no Título VIII da Ordem Social Art. 193 “A ordem social tem como base o primado do trabalho, e como objetivo, o bem-estar e a justiça sociais”. (CF 88)

Desta forma, este título “Ordem Social” vai ser um norteador (direcionador) de quais políticas vão ser acionadas para garantir esta Ordem Social, ou seja, qual área será responsável em garantir o bem-estar e a justiça social a quem dela necessitar.

Bem, sigamos em frente: para que esta proteção se efetive e contemple seus interesses, ela vai definir a Seguridade Social. Art. 194 “A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social” (EC no 20/98). Assim sendo, a Seguridade Social se divide em três Políticas sendo, Saúde, Previdência e Assistência Social.

Você deve estar se perguntando o que tudo isso tem a ver com a BCP-LOAS?

Bem, em nossa conversa, só vou adentrar na Política da Assistência Social:

Primeiro ponto que gostaria de trazer a vocês é que, LOAS, é uma Lei Federal – Lei Orgânica da Assistência Social de Nº 8.742, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1993 que dispõe sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências, que tem por objetivo conforme preconiza no art. 2º parágrafo único: “Para o enfrentamento da pobreza, a Assistência Social, realiza-se de forma integrada às políticas setoriais, garantindo mínimos sociais e provimento de condições para atender contingências sociais e promovendo a universalização dos direitos sociais.”

O Segundo ponto é que, BPC – Benefício de Prestação Continuada é um benefício que está vinculada a esta Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS discorrendo sobre: é assegurado 1 (um) salário mínimo mensal ao idoso com idade de 65 anos ou mais, e a pessoa com deficiência de qualquer idade que comprove não possuir meios de garantir o próprio sustento, nem tê-lo provido por sua família, ou seja, é um benefício concedido a uma pessoa que não possui condições para sua própria sobrevivência. Deste modo, não é um benefício da Previdência, tão logo, não deve ser enquadrado nesta reforma tão desejada por este governo.

Mas, se é um benefício que é concedido a pessoa que não tem condições de prover a subsistência, porque ainda hoje caímos na falácia que é um campo que precisa de reforma? Será que nós temos uma grande massa que faz uso-fruto deste benefício a tal ponto de causar um rombo nos cofres públicos? Onde nós erramos enquanto sociedade, onde ainda existem dois seguimentos (pessoa idosa e pessoa com deficiência) que ao longo de sua história não conseguiram se emancipar do Estado? Será que existe uma população que faz o uso indevido deste benefício conforme prega o governo? De quem é a responsabilidade de fazer o Controle Social? Então longe de demagogias, não é uma proteção para pobres, é uma proteção para uma determinada parcela da sociedade que está com seus direitos violados.

Deste modo, chamo você para fazer uma reflexão sobre esta discussão e que coloca esta parcela da população na linha da miséria e da marginalidade, e afinal, em qual discurso você vai cair?

* Alessandra F. de Souza é Assistente Social

Se você quiser fazer comentários e deixar sugestões sobre este artigo, basta clicar no título acima e acessar o espaço reservado no final do post.

O Blog Contraponto Social agradece a sua visita! 😉

Assistência Social em SP: o que está havendo?

Postado em Atualizado em

assalto

Por Mauricio Vlamir Ferreira.

A Assistência Social na cidade de São Paulo sempre teve, desde a gestão da atual deputada Luiza Erundina, uma marca de garantir aos munícipes o acesso aos mais diferentes serviços e direitos básicos e específicos na área da Assistência Social.

A partir da gestão Dória/Covas, o município mais rico do Brasil, com importância de cidade-estado só viu o corte de verbas atingir um desastroso patamar, onde a importância dada aos serviços, praticamente se resumem à (má) gestão de CTAs (Centros Temporários de Acolhimento).

As parcerias com as Organizações Sociais vem azedando por falta de interesse político e prático de uma administração pública que não se incomoda em zelar pelo respeito aos serviços, aos usuários do SUAS, bem como aos trabalhadores, com atrasos no repasse de verbas, que por consequência, vai precarizando e desqualificando os serviços oferecidos.

A própria resistência da prefeitura em contratar concursados e ampliar o seu quadro de recursos humanos quebra a lógica administrativa e impõe uma situação de comprometimento danoso com os serviços mais básicos nos CRAS e CREAS da cidade.

Agora ainda por cima, restringem o acesso à informação no seu sistema eletrônico de consulta (SEI).

A lógica de fazer da Assistência uma área de integração econômica pura e simples, pode no decorrer dos próximos anos causar uma situação catastrófica de miséria e barbárie nas periferias de São Paulo.

Como consequência o aumento de criminalidade será projecionado numa escala nunca antes imaginada.

É uma conta simples: sem assistência social, mais violência urbana!

Que a classe média se prepare para o pior que não gosta de enxergar.

Vai ter mais população de rua!

Vai ter mais crianças e adolescentes no tráfico de drogas e roubos.

Quando você da classe média vir, ou passar por uma situação de pânico e/ou terror, pense nisso!

Você também é o agente do caos em São Paulo!

Mauricio Vlamir Ferreira é Assistente Social, Especialista em Serviço Social e Educador.

Se você quiser fazer comentários e deixar sugestões sobre este artigo, basta clicar no título acima e acessar o espaço reservado no final do post.

O Blog Contraponto Social agradece a sua visita! 😉

Estado ausente: Até quando?

Postado em

 

download (1)

Por Mauricio Vlamir Ferreira.

Duas tragédias em menos de uma semana.

Sem ligações aparentes.

A primeira, um estado calamitoso de chuvas e alagamentos na grande São Paulo.

A segunda, um brutal massacre de alunos de uma escola estadual na cidade de Suzano -SP.

Onde estão as coincidências?

Na omissão do poder público para prevenir e socorrer as vítimas.

Respostas evasivas e discursos prontos e vazios dos governantes.

O foco principal nas duas tragédias como sempre é a população refém de sua própria arapuca: a péssima escolha na urna!

Num país que cultua o ódio fascista, a consequência é a violência e as mortes.

Mortes que poderiam ser evitadas.

Com o planejamento contra enchentes.

Com o desarmamento da população.

Com aumento de postos de trabalho para Assistentes Sociais e Psicólogos.

Isso mesmo!

Nas tragédias, estes profissionais são fundamentais no apoio às vítimas!

A presença dos políticos são imprescindíveis antes, no trabalho sério e discreto à favor do povo!

No caos da destruição a parceria defesa civil, mais profissionais da Assistência Social é fundamental, para o cadastramento das famílias, liberação de materiais, alimentos, acolhimento, etc.

A escuta dos psicólogos é prioritária!

É totalmente mais útil do que o tampinha nas costas de um político!

Nas escolas a função do Assistente Social e do Psicólogo vai além!

Pode ajudar a prevenir o bullying!

Pode auxiliar o professor e a direção escolar na melhor relação com os alunos!

Pode identificar e interagir com as famílias necessitadas de atenção psicológica e social!

Pode enfim preparar toda a comunidade escolar para um futuro melhor!

Este é o caminho!

Tem solução sim!

É preciso ter a coragem de mudar a direção dos ventos!

Que em 2020 os ventos soprem contra a mediocridade que impera, pelo menos nas cidades deste país!

*Mauricio Vlamir Ferreira é Assistente Social, Especialista em Serviço Social e Educador.

Se você quiser fazer comentários e deixar sugestões sobre este artigo, basta clicar no título acima e acessar o espaço reservado no final do post.

O Blog Contraponto Social agradece a sua visita! 😉

Convocar é preciso!

Postado em

download (1)

Editorial – Contraponto Social

A maior cidade da América do Sul.

A maior arrecadação do país.

Orçamento de fazer inveja para muitos países.

Com toda essa grandeza, são Paulo é uma cidade carente.

Não carente de riquezas materiais.

Carente de atendimentos e serviços à sua população.

Carente de planejamento e boas intenções do poder público.

Carente de Recursos Humanos e de humanidade com quem se dispõe a servir o município e aos munícipes.

Carente de boa vontade nas parcerias com a sociedade civil.

Carente de diálogo entre trabalhadores e poder público.

No dia de hoje (07/03/2019) às 15h, haverá na rua Libero Badaró um Ato pela convocação d@s concursad@s que legitimamente reivindicam sua convocação e nomeação.

Antes disso, às 14h, no mesmo local, trabalhadores(as) estarão lutando contra punições sobre o seu legítimo direito de greve!

A luta é conjunta!

O objetivo é único: lutar por uma São Paulo mais justa, digna e humana!

Quem vem com a gente?

#CONVOCABRUNOCOVAS

Se você quiser fazer comentários e deixar sugestões sobre este artigo, basta clicar no título acima e acessar o espaço reservado no final do post.

O Blog Contraponto Social agradece a sua visita! 😉