A exploração nossa de cada dia!

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Por Mauricio Vlamir Ferreira.

A notícia é velha, porém eternamente alarmante.

Dados do Ministério do Trabalho de 2010 apontavam para uma estatística preocupante: aproximadamente 55% dos jovens com menos de 14 anos que trabalham não recebem qualquer tipo de remuneração.

Isso caracteriza exploração do trabalho infantil.

Na agricultura, esse cenário é bem comum: as crianças trabalham para ajudar os pais a complementar o orçamento familiar.

Mas o problema não se dá apenas no campo do trabalho infantil.

Muitos foram os casos descobertos no Brasil de exploração de adultos, com pessoas enganadas e que tiveram que trabalhar recebendo muito pouco e às vezes nada, absolutamente nada!

Sem qualquer direito trabalhista, muito menos carteira assinada, essas pessoas acabam nas mãos de exploradores que as iludem e as fazem pensar que o que estão fazendo é justo.

Pensar que muitos precisam se submeter a trabalhar de forma desumana, nos faz pensar que alguma coisa esta errada – em pleno século XXI.

Apesar de algumas melhoras, as expressões da questão social tem para os próximos anos a perspectiva perversa de piorar com a opção do governo golpista de retirada das verbas orçamentárias para os programas de inclusão social.

As mais diversas realidades do nosso país ainda são alarmantes, um olhar mais atento para os direitos sociais e a forma como as riquezas estão distribuídas de forma tão desigual são fatores que precisam de questionamentos e de luta contra a retirada de direitos.

Essa realidade, que ainda absurdamente existe, poderia explicar em partes o porquê de tantas de tantas famílias se submeterem a trabalhar por quase nada.

Não é isso o que queremos.

Infelizmente a cultura da exploração do trabalho no Brasil por muitas vezes inverte a lógica no sentido de muitas vezes se culpabilizar o trabalhador pela baixa produtividade em um momento em que o trabalho informal impera e explora absurdamente quem não tem perspectiva de empregos plenos e com registro em carteira.

Num momento em que os direitos da classe trabalhadora são retirados, é necessário que fiquemos cada vez mais atentos à quem se submete às condições humilhantes da exploração do trabalho.

É o mínimo que as pessoas que possuem o mínimo de caráter que contratam informalmente esta mão de obra barata precisam ter em mente.

Não à exploração, nunca!

Fonte: Gazeta do Povo

*Mauricio Vlamir Ferreira é Assistente Social, Especialista em Serviço Social e Educador.

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O Blog Contraponto Social agradece a sua visita! 😉

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Bora lá!

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Desde maio de 2015 este blog tem a pretensão de levar informação, divulgação e fomentar discussões sobre a área social e assuntos pertinentes a sociedade.

Neste período ultrapassamos as mais de 50 mil visualizações com cerca de 50 visualizações diárias sem nenhuma divulgação de massa.

Isso significa que você que está lendo essa publicação, chegou por aqui porque tem sede de informação e quer estar a par de coisas diferentes e, ao mesmo tempo, que fazem a diferença em seu dia a dia.

Sabemos que num mundo tão excludente, onde o discurso do ódio, do preconceito, da desigualdade, da corrupção e da censura gratuita são obstáculos tão complicados em nossa luta quixotesca, mas acreditamos ser uma ferramenta de resistência e de defesa radical da democracia, sempre!

O blog Contraponto Social agradece sempre a sua visita e acredita que é possível um avanço na sociedade somente se participarmos e lutarmos incansavelmente por um mundo menos desigual.

Obrigado sempre! 😉

Equipe Contraponto Social

 

 

A extinção da inocência

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Por Mauricio Vlamir Ferreira.

O título deste post remete a história da extinção, pelo homem, de um ser inocente, pacífico e até ingênuo.

Dodô (nome científico: Raphus cucullatus) foi uma espécie extinta de ave da família dos pombos que era endêmica de Maurício, uma ilha no Oceano Índico a leste de Madagascar.

Era incapaz de voar e não tinha medo de seres humanos, pois evoluiu isolado e sem predadores naturais na ilha que habitava.

Foi descoberto em 1598 por navegadores holandeses, e totalmente exterminado menos de cem anos mais tarde.

A ave era caçada como alimento para os marinheiros e depois sofreu com o desmatamento e introdução de animais exóticos.

Sua trágica história tornou o dodô um verdadeiro ícone da extinção.

É considerado o mais famoso animal extinto em tempos históricos, de grande relevância cultural e científica.

O dodô tinha cerca de um metro de altura e podia pesar entre 10 e 18 quilogramas na natureza.

A aparência externa é evidenciada apenas por pinturas e textos escritos no século XVII, e, por causa dessa considerável variabilidade, levando-se em conta que poucas descrições são conhecidas, a aparência exata é um mistério.

A primeira menção ao dodô da qual se conhece foi através de marinheiros holandeses em 1598.

Nos anos seguintes, o pássaro foi predado por marinheiros famintos, seus animais domésticos e espécies invasoras foram introduzidas durante esse tempo.

A última ocasião aceita em que o dodô foi visto data de 1662.

A extinção não foi imediatamente noticiada e alguns a consideraram uma criatura mítica.

No século XIX, pesquisas conduziram a uma pequena quantidade vestígios, quatro espécimes trazidos para a Europa no século XVII. Desde então, uma grande quantidade de material subfóssil foi coletada em Maurício, a maioria do pântano Mare aux Songes.

A extinção do dodô em apenas cerca de um século após seu descobrimento chamou a atenção para o problema previamente desconhecido da humanidade envolvendo o desaparecimento por completo de diversas espécies.

É frequente o uso de sua imagem como mascote das Ilhas Maurício.

Mas o que toda esta história tem em haver com um blog que tem por finalidade discutir política e sociedade?

Tudo!

Estamos vivendo um período de retirada de direitos, de venda de nossas riquezas naturais e minerais, de exploração da classe trabalhadora, de usurpação e derrama de dinheiro de corrupção, de exaltação de projetos como o “escola sem partido”.

O brasileiro é uma espécie de dodô.

Explorado e calmamente indulgente.

Não reage.

E quando tentar reagir sentirá que não terá mais com quem lutar, pois não haverá mais nada legitimamente em sua volta pra dizer que vive em um país realmente independente e soberano.

O brasileiro apenas assiste o seu destino.

Nada o que comemorar a não ser feriados passageiros sem nem se lembrar que um dia estes feriados tiveram importância na vida deste país.

Mas será que tiveram realmente esta importância mesmo?

Fonte sobre a história de dodô: wikipedia

*Mauricio Vlamir Ferreira é Assistente Social, Especialista em Serviço Social e Educador.

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Voluntariado: Boa vontade ou exploração gratuita do trabalho?

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Por Mauricio Vlamir Ferreira.

Nesta última quinzena de agosto, houve uma série de eventos coordenados pelo governo golpista de Michel Temer, encabeçado por sua postiça primeira-dama, que procurou estabelecer uma série de apoios para o trabalho voluntário no Brasil.

O voluntariado no Brasil, remonta as damas da caridade da década de 1930 do século XX, e até semeou uma nova profissão, no caso o Serviço Social.

De lá pra cá muita coisa mudou.

As políticas públicas se tornaram compromissos de governos eleitos legitimamente, respaldadas pelas lutas sociais que em sua maioria convergem para um futuro melhor para tod@s!

Em um período que não temos um governo legitimado por 95% da população, este mesmo governo tem a covardia de incentivar programas de voluntariado pelo Brasil.

Em um período de extrema crise econômica.

Em um período de perda de direitos trabalhistas.

A real intenção de governos nas esferas federal, estadual e municipal é intensificar a campanha pela desvalorização dos servidores públicos, trabalhadores efetivos e até terceirizados.

Enquanto se pensa na boa vontade do trabalho voluntário, a atual condução política direitista, conservadora e reacionária, pensa em explorar àqueles pagadores de impostos que ainda podem dar gratuitamente o seu serviço para o governo que os explora.

E assim, silenciosamente, pretenciosamente explorando o silêncio da boiada d@s trabalhadores (as) brasileir@s, o governo aliado a classe dominante vai jogando mais uma piada mortal para a maioria explorada.

Pobre povo brasileiro!

*Mauricio Vlamir Ferreira é Assistente Social, Especialista em Serviço Social e Educador.

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A Lei é para Tod@s???

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Por Mauricio Vlamir Ferreira.

A resposta a esta pergunta a maioria das pessoas já conhece, ou aprendeu na sofrida vida de cidadão/cidadã comum sem acesso aos direitos, mas que é obrigad@ a contribuir obrigatoriamente para alimentar a justiça vigente no Brasil.

Feminicídio, perda de direitos trabalhistas, não chamamento em concursos públicos, diminuição de políticas públicas, trabalho escravo, corrupção, são questões cada vez mais presentes e cada vez mais quem possui mais condição financeira sai isento perante os julgamentos parciais perante uma sociedade pacata e acovardada.

Abaixo seguem dois exemplos encontrados em uma crônica do jornalista Carlos Brickman, que achei importante trazer de reflexão para este tema neste post no blog Contraponto Social.

Confira abaixo:

PESOS E MEDIDAS

Todos iguais perante a lei, mas alguns são mais iguais

Por Carlos Brickmann

1 – O promotor Thales Schoedl, que matou uma pessoa e feriu outra no réveillon de 2004, ganhou ação de danos morais contra o jornal O Estado de S.Paulo, que o chamou de “assassino”. Segundo o juiz, o jornal não poderia chamá-lo de “assassino”, criminoso, “e dessa forma expô-lo ao leitor”. E fixou a indenização em R$ 62 mil.

2 – Daniele Toledo do Prado, mãe solteira, formalizou queixa de estupro contra o médico-residente do Pronto-Socorro onde sua filha Vitória, de um ano e pouco, estava internada. Na semana seguinte, a menina morreu. A Polícia acusou a mãe de provocar a morte da filha, com cocaína misturada na mamadeira. A imprensa massacrou a moça, dando-lhe até um apelido: o Monstro da Mamadeira. Presa numa cela com 19 mulheres convencidas de sua culpa, Daniele foi espancada durante quatro dias sem que os guardas interviessem. Resolveram matá-la: enfiaram-lhe uma caneta esferográfica no ouvido direito, para perfurar-lhe o cérebro. Uma das detentas impediu o assassínio; mas a caneta já havia perfurado o tímpano. Daniele ficou surda do ouvido direito, com lesão neurocerebral, teve fratura do maxilar e apresentou hematomas no corpo inteiro. A advogada e os pais foram impedidos de visitá-la. Daniele ficou 37 dias presa – e, surpresa, a tal cocaína na mamadeira não existia! As razões da morte da menina eram outras, não a ingestão de drogas. As acusações eram falsas, a imprensa se comportou indignamente, covardemente, confiando apenas em declarações de otoridades, contribuindo para o linchamento de Daniele. Ela foi absolvida.

Qual a indenização de Daniele, que não é diferenciada a ponto de merecer tratamento diferenciado, que não pertence a corporações que cuidam de seus privilégios? Sente-se, caro leitor: R$ 15 mil – menos de um quarto do conferido ao promotor chamado de assassino. Mais R$ 414 mensais pela invalidez. Um ótimo blog, Comer de Matula, conta a história toda, a história como ela foi.

Constituição da República, artigo 5º: “Todos são iguais perante a lei”.

Adaptado de Revolução dos Bichos, de George Orwell: “Todos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros”.

[Trecho da coluna O Circo da Notícia, publicada originalmente no site Observatório da Notícia, em 7/2/2012]

Ano que vem teremos a chance de mudar algo em nosso país.

Que dentro de nossa pouca esperança atual, pelo menos a justiça se faça!

Fonte: Portal ConJur

*Mauricio Vlamir Ferreira é Assistente Social, Especialista em Serviço Social e Educador.

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Censo SUAS: quando os dados podem ajudar a combater a exclusão!

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Por Mauricio Vlamir Ferreira. 

Dados estatísticos são importantes.

Eles dão o mapa de onde está sendo feito o trabalho e quais os seus resultados em qualquer campo de atuação.

E vão além.

Podem indicar como se dará o futuro das ações das políticas públicas.

Quando levantamentos científicos de dados são levados à sério e sem manipulação eles podem fazer a diferença para muitas pessoas.

Principalmente na área da Assistência Social.

O Governo Federal acaba de divulgar uma importante ferramenta de análise da situação da Assistência Social no país: o Censo SUAS.

Você confere os dados do Censo na área da Assistência Social no link abaixo:

http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/snas/vigilancia/index2.php

Mas que fique claro.

A Assistência Social não pode ser levada apenas em números.

Principalmente em um governo ilegítimo e que não está nem aí para as conquistas sociais dos governos passados.

Pela vigilância permanente contra o desmonte do SUAS!

*Mauricio Vlamir Ferreira é Assistente Social, Especialista em Serviço Social e Educador.

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O ovo de Colombo

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Por Mauricio Vlamir Ferreira.

No final do século XV, um navegador italiano quis provar a família real espanhola que poderia dar a volta ao mundo usando um ovo que parasse em pé.

Conseguiu a façanha com inteligência e sagacidade.

Na História do Brasil o ovo tem um papel menos nobre.

É utilizado popularmente para “comemorar” aniversariantes juvenis.

É também um método infantil de utilização em protestos de insatisfeitos contra políticos.

E geralmente os protestos ficam por aí.

Principalmente se os protestos forem da esquerda.

Esquerda que fez muitas piadas sobre o acontecido.

Porém a piada da direita é mortal e muito mais dolorida e humilhante para a população.

No começo desta semana, a manifestação de indignação aconteceu em Salvador, na Bahia.

A questão é que ficar apenas no deboche e no piadismo, é o que a oligarquia neoliberal quer neste país.

A esquerda deve avançar.

Deve partir para o confronto real e sério sobre o desmonte e a retirada de direitos que está havendo no Brasil.

Ovos são insignificantes perto da grandeza de uma esquerda unificada.

É disso que precisamos, e minimamente esperamos.

*Mauricio Vlamir Ferreira é Assistente Social, Especialista em Serviço Social e Educador.

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