Pessoas com Deficiência em SP: O Preconceito vem de Transporte Público!

Postado em Atualizado em

apaesp_dialutapessoacomdeficiencia_21setembro2017_blogvencerlimites.png

Por Mauricio Vlamir Ferreira.

Na maior metrópole do país,muitas coisas avançam.

A mobilidade da entrega de novas estações de metrô encurtam distâncias e as expansões das obras e de novas linhas é mais que urgente!

Porém existe algo muito mais urgente, no cenário das políticas públicas, que o dia a dia acaba ocultando e que apenas as pesquisas são capazes de medir.

Pesquisa realizada e divulgada hoje, em 04 de dezembro de 2018, pela ONG Rede Nossa São Paulo mostra que o transporte precisa concentrar esforços em um sentido fundamental: a diminuição ao preconceito em relação às pessoas com deficiência.

Não apenas no metrô, mas também nos trens da CPTM, e nas linhas de ônibus o preconceito é latente e foi presenciado.

Confira abaixo, a matéria do portal G1:

De acordo com o balanço, 29% do total de entrevistados afirmou que já sofreu e/ou presenciou preconceito contra pessoas com deficiência no transporte público e 28% em espaços públicos de convivência como ruas, shoppings e parques.

Se considerados apenas os entrevistados que possuem ou convivem com alguma pessoa com deficiência, os números sobem para 63% nos espaços públicos e 58% no transporte público.

Para 39% dos paulistanos, estações de trem e metrô possuem acessibilidade ótima ou boa. Já as ruas e calçadas têm a pior percepção, com 57% de avaliação ruim ou péssima. Hospitais e postos de saúde também não são considerados acessíveis para a maioria das pessoas, com 41% de avaliações negativas.

 — Foto: Rede Nossa SP — Foto: Rede Nossa SP

A adaptação das calçadas, semáforos, paradas, pontos e terminais de ônibus é a principal medida para melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência, segundo a opinião de 25% do público em geral.

Já os números entre as pessoas que possuem ou convivem com alguém com deficiência apontam que não há uma medida exclusiva, mas sim um conjunto de políticas que deveriam ser adotadas.

“A questão das calçadas é um ponto muito relevante que mostra que há um consenso de que é preciso mudar a infraestrutura da cidade para garantir o mínimo de dignidade para as pessoas com deficiência. Já sobre o preconceito, a pesquisa mostra que o olhar das pessoas que convivem com a deficiência é muito mais apurado e mais humanizado. Quem não tem esse contato muitas vezes não consegue enxergar o preconceito”, afirma Américo Sampaio, gestor da Rede Nossa São Paulo.

 — Foto: Rede Nossa SP — Foto: Rede Nossa SP

Perfil dos entrevistados

Na pesquisa “Viver em São Paulo. A cidade e as pessoas com deficiência” foram entrevistadas 800 pessoas entre os dias 15 de agosto e 3 de setembro. Entre os consultados, 54% são mulheres e 46% homens.

A grande maioria dos entrevistados, 82%, afirmou não possuir e nem conviver com alguém que possua algum tipo de deficiência física, visual, intelectual, da fala ou psicossocial.

Dentre os locais que costumam frequentar, hospitais e postos de saúde são os que mais propiciam ao paulistano algum contato com pessoas com deficiência.

Perfil dos entrevistados  — Foto: Rede Nossa SP

Fonte: g1.globo.com & Rede Nossa São Paulo

*Mauricio Vlamir Ferreira é Assistente Social, Especialista em Serviço Social e Educador.

Se você quiser fazer comentários e deixar sugestões sobre este artigo, basta clicar no título acima e acessar o espaço reservado no final do post.

O Blog Contraponto Social agradece a sua visita! 😉

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s